segunda-feira, 8 de março de 2010

Flávia Fernandes, a Paquita que superou todos os obstáculos.


Flávia Fernandes Costa "Paquitita Pluft"

(Rio de Janeiro-Rio de Janeiro)- atriz Brasileira, modelo,apresentadora de tv e atualmente trabalha em marketing de varejo.


A carioca nasceu em 9 de Março de 1976 no Rio de Janeiro , e aos 12 anos de idade, tinha um sonho disputado por milhões de meninas Brasileiras, em ser :Paquita pois ela foi uma das que mais fez testes,ao passar dos anos. uma menina esforçada, inteligente e dedicada, que sempre cumpriu os seus atos, foi conhecida pela apresentadora Xuxa, e as outras amigas Paquitas por:"Paquititita Pluft". Pluft: por quê era a mais branquinha da turma. um dos primeiros testes que participou, foi ao lado de Cátia Paganote"Míuxa Bruxa", durante:8 meses seguidos, e obteve a participação de mais de 100 meninas, disputando o mesmo sonho. esse teste foi, para assumir o posto de Andréa Veiga, que deixou o grupo em:Fevereiro de 1988. Os primeiros testes deram inicio, em Maio de 1988 e envolvia-testes de canto, dança, postura, desfile, entrevistas, interpretação e organização máxima no palco do programa:Xou da Xuxa. passados 9 meses, o testes teve um pause em Janeiro de 1989. pois nessa epóca Louise Wischermannz"Pituxa Alemã"- a 1º decidiu deixar o grupo, e as meninas finalistas do teste para Paquita, também partiçiparam do da Pituxa. Flávia e Cátia, que já eram finalistas do teste para Paquita, estavam ao lado de:Letícia Spiller,Roberta Richard,Mariana Richard e Patricia. por sorte Flávia também ficou na semi-final, más quem se deu bem, foi Letícia Spiller, ocupando o lugar de Pituxa. Flávia e Cátia, passaram então a frequentar o programa por ordem de Marlene Mattos. -eis que em 27 de Abril de 1989"Quinta-feira", Xuxa acaba anunciando que Cátia era mais nova da turma. Flávia sempre confiante mesmo assim, passou a ajudar na organização de palco do programa. Em 1990, com a saída de Andréa Faria"Xiquita Sorvetão", um testes de 1 mês teve a disputa de:5.000 meninas. um dos testes mais disputados, que teve a participação dela e de Bianca Rinald"Xiquita Bibi", a nova Xiquita, cuja coroação feita no aniversário da apresentadora Xuxa. Achando que não conseguiria mais realizar seu grande sonho, após três testes em 2 anos seguidos. a sua familia insentivava ela pra fazer testes , por que amava a Xuxa, e a sua irmã pediu que ficasse cofiante,sem preocupação e sem medo de olhar para as camêras do programa. finalmente em Novembro de 1990, Flávia é a nova Paquitita, assumindo lugar de Tatiana Maranhão que saiu do grupo, para seguir carreira solo. Flávia acabou ficando amiga dela memo não estando mais no grupo. emocionada agradeçeu a Deus,familiares e a todos que-a insentivaram e que torceu por ela. Entrando lá, ganhou a amizade de várias meninas. Flávia participou do novo disco:"Paquitas"-lançado em(15/05/1991). participou de várias músicas e solou o sucesso:"Batatinha Frita". Sua saída foi em 29 de Abril de 1995, com o fim da 1º geração, ao lado de várias meninas que foram Paquitas. tornou-se modelo pulblicitária por mais de 1 ano, da revista "Querida". já adulta apresentou o programa: "Tempo de Alegria" no Sbt.

Trabalhos na tv:

* XOU DA XUXA - (1990-1992) - TV GLOBO
*EL SHOW DE XUXA - (1991-1993) -TELEFÉ
*XUXA PARK - (1992-1995) - TELE 5
* PROGRAMA XUXA - (1993) -TV GLOBO
* TEMPO DE ALEGRIA - (1998-1999) - SBT

Discografia:

  • Paquitas(1991)

Hoje Flávia , que está fora da midia a algum tempo, trabalha como marketing de varejo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Dominó:o grupo que deu certo!!!



Dominó é um grupo musical brasileiro que teve seu auge nos anos 80 e depois no final dos anos 90. Foi criado pela produtora de Gugu Liberato.

Concebido nos moldes do grupo portorriquenho Menudo, apareceu em 1984, com o hit Companheiro. Ao mesmo tempo em que o grupo Menudo estava estourado no Brasil, o então apresentador do programa Viva a Noite, Augusto Liberato (Gugu), através de sua agência Promoart, resolveu formar uma versão nacionalizada do grupo. Para a formação do grupo, diversos garotos com idades entre 14 e 15 anos realizaram testes nos quais precisavam saber cantar e dançar. Os selecionados foram Affonso Celso Lucatelli Nigro (Afonso Nigro), Lenilson dos Santos (Nill), Marcos Roberto Quintela (Marcos) e Marcelo Henrique Rodrigues (Marcelo). Ainda em 84, o grupo lançou um compacto pela CBS com duas versões de sucessos de um grupo mexicano: Ela Não Gosta de Mim e Companheiro, que foi a primeira música a estourar nas rádios, com direito a clipe lançado no programa global Fantástico.

Sucesso internacional e a "dominómania"

Em 1985, quando o Dominó já era uma febre, o grupo lançou seu primeiro LP pela CBS e vinha com, além das famosas Companheiro e Ela Não Gosta de Mim, a música Ainda Sou Você, faixa de trabalho desse álbum. Além disso, contava com a participação especial do grupo Balão Mágico nas faixas Chega Mais um Pouco e Fim de Semana. Em 1986, além de ser presença constante em programas de TV, principalmente da TVS, o grupo ganha um especial da emissora em um resort. No mesmo ano o Dominó lança um disco em espanhol e estoura no mercado latino. Esse LP tinha uma regravação da música Lindo Balão Azul, de Guilherme Arantes. Por aqui, o segundo álbum vinha puxado pelos sucessos Guerreiros, Mariá, Amor e Música e Jura de Amor.

Em 1987, o Dominó já tinha três anos de estrada e um enorme sucesso de vendagens, público e crítica. O terceiro LP é o ápice da "dominómania" que assolava o país. Esse disco contou com sucessos como P da Vida, que "estourou" logo em seu lançamento, seguido de Manequim e Medusa. Nesse mesmo ano, eles participaram do filme Os Fantasmas Trapalhões juntamente com seu padrinho e empresário Gugu Liberato. Em 1988, o álbum preto, como é chamado, mostra uma fase de amadurecimento do grupo e traz músicas de caráter mais reflexivo. Esse LP trouxe os sucessos Com Todos Menos Comigo (Vai por aí/ Com uns e com outros/ E passa por mim/ Faz pouco de mim / Anda muito bem / Com todos menos comigo / seus olhos são / são verdes bofetada...), Bruta Ansiedade (...é uma bruta ansiedade / Periga a sufocar / O vento fica na saudade / Do ar, do ar / Quero respirar...) e As Palavras, com a participação especial de Angélica, na época apresentadora dos programas Clube da Criança e Milk Shake, na Rede Manchete. Nesse mesmo ano o quarteto ainda participou de dois filmes: Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura na Selva e Os Trapalhões na Terra dos Monstros, onde cantam a música Paraíso.

Nova formação, saída de Nill e o aparecimento do Polegar

Tudo ia bem até Nill deixar o grupo e partir em carreira solo. A despedida foi no programa Viva a Noite em 19 de outubro de 1989. A Promoart preferiu seguir a carreira do grupo somente com os três integrantes e lançou, em 1990, um LP puxado pelas faixas Maria, Felicidade Já e Leilão. Porém, desde a saída de Nill, o grupo havia perdido grande parte de sua popularidade e de seu espaço na mídia.

Isso se deve também à formação do grupo Polegar (banda juvenil lançada também pela Promoart Shows). Ao contrário do Dominó, o Polegar não se utilizava de coreografias e sim de instrumentos musicais se destacando por ser a 1a banda juvenil lançada a nível nacional, formada por 4 integrantes: Alan Frank - teclados; Alex Gill - baixo/vocal principal; Rafael Ilha - guitarra/vocal e Ricardo Costa - bateria.

O grupo Dominó ainda lançou mais um disco em 1992, porém não contava mais com seu principal integrante e vocalista Afonso Nigro, que deixou o grupo alguns meses antes do LP ser gravado. A Promoart e a Sony Music, que havia comprado a CBS, preferiram reativar o quarteto, escolhendo dois novos integrantes: um garoto chamado Ítalo e o apresentador do programa infantil ZYB Bom, da Rede Bandeirantes, Rodrigo Faro. Este disco teve apenas um sucesso: a faixa Sem Compromisso, que era cantada por Marcelo e contava com a participação especial da namorada dele na época, a apresentadora do SBT Mara Maravilha.

Em 1993, Marcos deixou o grupo e foi substituído por Klaus. No final do mesmo ano, foi a vez de Marcelo se despedir no programa Sabadão, em que relembrou o antigo sucesso Manequim. Em seu lugar ficou o garoto Fábio. A formação passou a ser: Rodrigo Faro, Klaus, Fábio e Ítalo. Anos mais tarde Klaus Hee (que é modelo também) posa para a G Magazine nos anos de 2004 e 2006[1] e forma uma banda de Pop Rock e que toca covers de músicas dos anos 80 e 90 chamada Kilometro Cúbico (ou KM3).

Sem a Promoart, esquecimento e volta

Nos anos seguintes o grupo caiu no esquecimento, porém em 1997 o Dominó reapareceu e voltou a fazer sucesso, graças à música Baila, Baila Comigo. Esta formação era composta por Rodrigo Phavanello, Héber, Rodriguinho e Cristiano. Após alguns anos sumidos, o grupo voltou em 2003 com novos integrantes e nova proposta, porém não pertencendo mais à Promoart. O novo empresário apenas paga o direito pelo uso da marca Dominó a Gugu. A formação foi composta por Mike, Ricky, Diego e Leandro e o grupo apareceu poucas vezes em programas de televisão, como é o caso do Domingo Legal, do SBT, em julho de 2003, e dos programas Superpop e Bom Dia Mulher, na RedeTV!. As músicas eram compostas pelos integrantes e as faixas de trabalho foram Coração Parou e Baby, mas o sucesso não durou muito tempo.

DMO

No ano de 2008, depois de mudarem os integrantes, os ex-integrantes Arthur Cezar, Leandro Lemos, Alexandre Albertoni e Isaac (que era novato no grupo) resolvem formar um novo grupo chamado DMO [2]. O grupo não durou e acabou. Em 2007, Alexandre Albertoni (que é primo da modelo e apresentadora Gianne Albertoni[3]) posou nu para a revista G Magazine [4].

Um Novo Retorno

Em fevereiro de 2008 houve uma nova seleção para escolher os novos integrantes no Rio de Janeiro e escolheram os cariocas Rafael Pires, Vinícius, Thalis e Jojo para integrar a nova formação. Eles ficaram dividindo um apartamento na Barra da Tijuca e ensaiando e gravaram o primeiro álbum que teria quatro canções inéditas e oito regravações da primeira formação. Em março, o cantor Rafael Pires sofre um sequestro-relâmpago e depois é solto (a notícia repercutiu na mídia). Segundo o jornal O Globo, o grupo iria até abril de 2008 se apresentar no programa Domingo Legal (do SBT) com o Afonso Nigro e o Rodriguinho, mas depois não se tem notícias do grupo [5].

Discografia

Álbuns

Coletâneas

Video Clipes

  • Companheiro (1984-1985)
  • Manequim (1987)
  • "P" da Vida (1987)
  • Baila, Baila Comigo (1997)





segunda-feira, 1 de março de 2010

O melhor programa humoristico de Chico Anysio


ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO
Texto final: Eduardo Sidney
Direção: Cininha de Paula, Cassiano Filho, Paulo Ghelli
Período de exibição: 04/08/1990-28/05/1995; 26/03/2001-28/12/2001
Horário: aos sábados, 22h30; de segunda a sexta, 17h
- A Escolinha do Professor Raimundo foi um quadro comandado por Chico Anysio em diversos programas humorísticos, que, durante 38 anos, reuniu alguns dos maiores nomes do gênero no Brasil. Em agosto de 1990, estreou como um programa independente. Inicialmente, exibido nas noites de sábado. Logo depois, passou a ser transmitido também de segunda a sexta. Em seu novo formato, a Escolinha continuou abrindo espaço a vários talentos da velha guarda e revenlando jovens promessas do humor brasileiro.
- A Escolinha do Professor Raimundo foi criada em 1952, pelo radialista e humorista Haroldo Barbosa, que, na época, escrevia para a Rádio Mayrink Veiga. Chico Anysio interpretava Raimundo Nonato, o severo professor que sabatinava três alunos: um sabichão (Afrânio Rodrigues), um burraldo (João Fernandes) e um espertalhão (Zé Trindade). Tempos depois, os três ganharam a companhia de um mineirinho desconfiado (Antônio Carlos).
- Sucesso absoluto no rádio, a Escolinha chegou à televisão em 1957, como um quadro do programa Noites cariocas, da TV Rio. O formato era o mesmo, só que, dessa vez, João Loredo fazia o aluno sabe-tudo; Castrinho, o que não sabia nada; Vagareza, o que tentava ludibriar o professor para trás; e Ary Leite, um aluno gago e confuso. Os três últimos, ainda em começo de carreira.
- Na TV Globo, a Escolinha do Professor Raimundo foi apresentada dentro dos programas Chico city (1973), no formato original da sabatina com três alunos por vez, e Chico Anysio show (1982), com uma sala de aula maior e mais de 20 alunos.
- A idéia de transformar a Escolinha em um programa autônomo foi do próprio Chico Anysio. No entanto, segundo o humorista, a iniciativa encontrou certa resistência por parte do então vice-presidente de Operações da TV Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Chico Anysio conta que, escorado na enorme confiança que Boni sempre depositara nele, aproveitou as férias de 40 dias do chefe para gravar seis programas e levá-los ao ar sem seu conhecimento. Quando Boni retornou, a Escolinha do Professor Raimundo já era um sucesso. O executivo passou a ser, então, um entusiasta do programa, ao ponto de decidir, meses depois, que a atração deveria ser levada ao ar diariamente.
- Na nova versão da Escolinha do Professor Raimundo, as aulas foram divididas em dois tempos, e o professor Raimundo passou a ter um gabinete, onde recebia os pais e responsáveis pelos alunos, um segmento que sempre contava com a participação de atores convidados. Trabalhavam na Escolinha o Diretor (Luiz Delfino), a coordenadora Dona Escolástica (Lupe Gigliotti), o Inspetor Atanagildo (Milton Carneiro) e a Secretária (Regina Chaves).
- A sala de aula reunia os seguintes alunos: Joselino Barbacena (Antônio Carlos), Bicalho (Antônio Pedro), Sandoval Quaresma (Brandão Filho), Geraldo (Castrinho), Dona Cacilda (Claudia Jimenez), Seu Eustáquio (Grande Otelo), Suppapau Uaçu (Jayme Filho), Aldemar Vigário (Lúcio Mauro), Boneco (Lug de Paula), Samuel Blaustein (Marcos Plonka), Bertoldo Brecha (Mário Tupinambá), Ptolomeu (Nizo Neto), Bacorinho (Olney Cazarré), Seu Peru (Orlando Drummond), Rolando Lero (Rogério Cardoso), Mallandro (Sérgio Mallandro), Dona Cândida (Stela Freitas), Marina da Glória (Tássia Camargo), Baltazar da Rocha (Walter D’Ávila), Dona Bela (Zezé Macedo), Salim Muchiba (João Elias), João Canabrava (Tom Cavalcante), Dona Catifunda (Zilda Cardoso) e Capilé (Tim Rescala).
- Em setembro de 1990, com um mês no ar, a Escolinha ganhou três novos personagens: Galeão Cumbica (Roni Cócegas), um maluco obcecado por aviação e aeroportos; Célia Caridosa de Melo (Nádia Maria), uma estudante apaixonada por economia; e Amparito Pêra (Nélia Paula), uma aluna fanha.
- A partir do dia 29 de outubro de 1990, a Escolinha do Professor Raimundo passou a ser exibida também de segunda a sexta-feira, às 17h30. Novos alunos entraram para a turma: Nerso da Capitinga (Pedro Bismark), um caipira ao mesmo tempo ingênuo e cheio de manhas, que fez enorme sucesso junto ao público com o sotaque caipira e o bordão “eu não sou bobo não, fio”; a cangaçeira Maria Bonita, novo personagem de Nádia Maria; e Armando Volta (David Pinheiro), um enrolador nato, que sempre se dava bem porque comprava um presentinho para o professor Raimundo, a quem chamava “somebodylove”. Armando Volta cresceu no programa e se tornou sério candidato ao posto de personagem humorístico com o bordão mais extenso da história: “Eis-me aqui, digníssimo, e pode perguntar, porque comigo pau é pau, pedra é pedra. Se sei, digo que sei; se não sei, digo que não sei e pronto! É papo dez e tapas leves, e dá-lhe que é barbada. E pronto!”.
- Em março de 1991, a Escolinha – agora sob a direção de Cininha de Paula, Cassiano Filho e Paulo Ghelli – voltou das férias com mais quatro novos alunos. Dois deles eram personagens antológicos da TV brasileira: o inacreditável Zé Bonitinho (Jorge Lorêdo), um esquisitão com roupas e adereços kitsch que, mesmo assim, conquistava todas as mulheres; e Sócrates Homem de Mello (Orival Pessini), o macaco filósofo superinteligente que apresentava o antigo Planeta dos homens (1976).
- Os outros dois tipos eram Milha (Paulette) e Vanilha (Dudu Moraes), dupla de malandros que respondiam às perguntas do professor Raimundo dançando e cantando. O número era uma paródia do duo pop alemão Milli & Vanilli, famosos por terem recebido um Grammy de melhor artista estreante, em 1990; prêmio revogado mais tarde, quando se descobriu que a dupla havia sido dublada no próprio disco.
- Um dos charmes da Escolinha era o clima informal do programa. Os atores recebiam apenas seus próprios textos e, assim como os telespectadores, nunca sabiam as falas dos companheiros, surpreendendo-se com as piadas e brincadeiras. Assim, havia muito improviso. Como Chico Anysio era o único que sabia as falas de todos, era também um dos que mais brincava em cena, mudando perguntas em cima da hora – o que deixava os atores desconcertados – inserindo vários cacos no texto e, às vezes, até expulsando um dos alunos da sala, só de farra. Rolando Lero era uma das suas vítimas favoritas.
- A partir de outubro de 1991, João Canabrava (Tom Cavalcante), Salim Muchiba (João Elias), Dona Catifunda (Zilda Cardoso) e Capilé (Tim Rescala), que só participavam do programa na edição de sábado à noite, passaram a freqüentar as aulas do professor Raimundo também durante a semana.
- A Escolinha do Professor Raimundo passou por novas mudanças em janeiro de 1992. A edição de sábado, de maior duração, passou a ser exibida às quartas-feiras, depois da novela das 20h, e novos personagens estrearam no humorístico: a sexy Dona Flor (Aldine Muller), o malandro cheio de ginga Bebeto (Eri Johnson) e a especialista em sexo Marcia Suplício (Nádia Maria), uma brincadeira com a sexóloga Marta Suplicy. O programa passou a ser gravado nos estúdios da Renato Aragão Produções, no Rio de Janeiro.
- Em fevereiro de 1992, estrearam mais três personagens: a bela Dona Capitu (Cláudia Mauro), uma das alunas preferidas do professor Raimundo; o metalúrgico Nelson Piquete (Antônio Pedro) e Bill Bebes (Geraldo Alves), sátira ao repórter policial Gil Gomes.
- No mês seguinte, o programa ganhou novos novos cenários: a sala de música, a academia de ginástica e a cantina. Na sala de música, os alunos formavam um coral, com Capilé, ao piano, monitorando as aulas. Mais três personagens estrearam nessa época: a cantora de fados Gardênia Alves (Fafi Siqueira), o desajeitado Batista (Eliezer Motta), personagem egresso do Viva o Gordo; e Pretória (Marilu Bueno).
- Em abril de 1992, a Escolinha do Professor Raimundo voltou a ter uma edição nas noites de sábado. Outros personagens passaram a fazer parte do programa, como Brasilino (Bemvindo Sequeira) e Dona Cora (Nélia Paula). No quadro Invente, tente, que estreou em junho daquele ano, os alunos eram incentivados por Dona Escolástica a dar vazão à criatividade, cantando, dançando ou fazendo imitações.
- A Escolinha do Professor Raimundo de número 500 foi ao ar no dia 11 de junho de 1992. Àquela altura, o programa tinha 37 personagens na sala de aula e mais 11 que se movimentavam em outros ambientes da escola. Além dos tipos já mencionados, a Escolinha contava ainda com: Francisco Milani (Pedro Pedreira), Manuela D’Além Mar (Berta Loran), Mazarito (Costinha), Eugênio (César Macedo), Gaudêncio (Ivon Curi), Mandala (Marina Miranda), Paulo Cintura (Paulo Cintura), filho de D. Corleone (Alexandre Marques), Natanael (Arthur Costa Filho), Manuel (Fernando Wellington), dono da cantina, Das Dores (Liane Maia), esposa do dono da Cantina, Malandrão (Nick Nicola), Fofoqueira (Sandra Pêra), Professora Amália (Sheila Mattos) e a dupla Vira e Mexe (Mauri de Castro e Jorge Cosmo).
- Agora gravada no Teatro Fênix no Rio de Janeiro, a Escolinha do Professor Raimundo reestreou em abril de 1993 com várias novidades. Chegaram à sala de aula o gago Ruy Barbosa (José Vasconcelos), a repórter Maninha Marrom (Grace Gianoukas), Dona Santinha (Nádia Maria), Escova (Carlos Roberto Escova) e Flora Própolis (Márcia Brito).
- No programa da tarde, dois quadros novos – Rádio PR-Raimundo e o Jornal da Escolinha – reuniam vários alunos em cenários criados por Tadeu Catarino. A sala das aulas noturnas aumentou e ganhou cores bege, ocre e castanho, que tornavam o ambiente mais leve. As janelas ficaram maiores, e um painel fotográfico, ao fundo, reproduzia a vista da rua. De acordo com a vontade do professor Raimundo, o quadro-negro agora podia deslizar para o alto e revelar um mapa-mundi. O esqueleto, que tradicionalmente ficava ao lado da mesa do professor, ganhou movimentos: ele podia rir das piadas e irradiar luz pelas cavidades dos olhos. Os figurinos dos personagens ganharam cores mais claras, e o professor Raimundo passou a alternar dois jalecos: um azul-claro, para as aulas da tarde, e um azul-marinho, para as aulas à noite.
- De janeiro a março de 1994, o programa foi reprisado todos os dias. Em abril, novos personagens foram apresentados: Maria Menina (Dudu de Morais), Tereza Mercantil (Totia Meirelles), Fátima Ferrari (Débora Fontes), Zé Modesto (João Neto) e Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz), o secretário neurótico e cheio de maneirismos da novela O bem-amado (1973), de Dias Gomes. Além deles, Nerso da Capitinga voltava ao programa, depois de um ano de afastamento de Pedro Bismarck.
- Pequenas experiências mantinham o programa sempre com um toque de novidade. Em agosto de 1994, a cada aula, um ator mirim substituía um dos atores principais fazendo uma versão infantil de seu personagem. Assim, enquanto João Canabrava matava as aulas no botequim, Joãozinho Groselha Pura (Theo Machado) assistia às aulas em seu lugar. Da mesma forma, Armandinho Atalho (Rafael Monteiro) ficou no lugar de Armando Volta; Baltazarzinho (João Ricardo Loven), no de Baltazar da Rocha; e Dumont Congonhas (Luís Eduardo Gonçalves), no de Galeão Cumbica.
- Em janeiro de 1995, a Escolinha deixou novamente as noites de sábado para ser exibida às quartas-feiras, enquanto reprises passaram a ocupar o horário da tarde. O programa voltou ao seu horário normal em fevereiro, com personagens novos, como Waldemar Motta (Colé) e Pedro Vaz Caminha (Luiz Carlos Tourinho). Depois de um período sendo exibido nas tardes de domingo, porém, o programa acabou saindo do ar em maio daquele ano.
- A Escolinha do Professor Raimundo voltou a ser exibida, no seu formato original, em 1999, como um dos quadros do humorístico Zorra total (1999), no qual permaneceu até outubro de 2000. Houve, ainda, uma última temporada da Escolinha no formato de programa com 25 minutos de duração, entre março e dezembro de 2001, de segunda a sexta-feira, às 17h. A direção era de Paulo Ghelli, e a redação final, de Eduardo Sidney.

Xou da Xuxa, faz parte de minha infância


XOU DA XUXA
Período de exibição: 30/06/1986 – 31/12/1992
Horário: 8h (de segunda a sexta-feira) e 9h (aos sábados)
Periodicidade: de segunda-feira a sábado

- Uma das atrações infantis de maior sucesso da Rede Globo, o Xou da Xuxa era um programa de auditório apresentado por Xuxa Meneghel, com direção de Paulo Netto, redação e criação de Wilson Rocha, produção executiva de Marlene Mattos e direção de produção de Marcelo Paranhos. Um ano após a estréia, a direção geral passou a ser de Marlene Mattos, que esteve à frente do programa até o final, e a produção ficou sob a responsabilidade de Nilton Gouveia.
- Xou da Xuxa misturava brincadeiras, atrações musicais, números circenses, exibição de desenhos animados e quadros especiais, e contava com a participação de cerca de 200 crianças em cada gravação. O programa era dividido em nove blocos de segunda a sexta-feira, e em sete blocos aos sábados.
- Para comandar a atração, Xuxa contava com o auxílio de personagens, que logo se tornariam marcas de seus programas, como as Paquitas Andréa Veiga e Andréa Faria, a “Sorvetão”, o Dengue (Roberto Berttini), conhecido como:"Palhaço Muriçoca" e o Praga (Armando Moraes). Eles ajudavam a apresentadora na organização e na animação do auditório. As Paquitas vestiam-se com roupas inspiradas em soldadinhos de chumbo, equilibradas sobre botas brancas, enquanto o Dengue, um enorme mosquito cheio de braços, vestia-se de amarelo e vermelho dos pés à cabeça, e o baixinho Praga, usava uma fantasia de tartaruga.
- A principal preocupação da equipe do programa era deixar as crianças livres, como se estivessem num parque de diversões. Para garantir o clima de descontração, o infantil era feito com o mínimo de edição possível, transmitindo a idéia de um programa ao vivo. Outra característica marcante do Xou da Xuxa eram as coreografias diferentes encenadas pela apresentadora em cada número musical do Xou, todas criadas pelo bailarino uruguaio Oswald Berry.
- O programa tornou-se campeão de audiência e fez da apresentadora o ídolo infantil do país. Xuxa referia-se às crianças como “baixinhos” e, por isso, passou a ser chamada de “Rainha dos baixinhos”. Seu bordão “beijinho, beijinho e tchau, tchau” também virou febre e é uma das marcas mais fortes da apresentadora. Foram lançados diversos produtos com a marca de Xuxa, como bonecas, roupas e acessórios, e as crianças de diferentes níveis sociais começaram a se vestir igual à Xuxa. As botas de couro brancas e as “xuxinhas” para prender os cabelos viraram febre entre crianças e adolescentes.
- O Xou da Xuxa terminou em 31 de dezembro de 1992 com a apresentação do programa número 2.000. Para o encerramento preparou-se uma superprodução, que – além do cenário especial criado por João Cardoso – contou com a presença de diversos convidados que marcaram a vida pessoal e profissional da apresentadora. O clímax da gravação do último Xou da Xuxa aconteceu quando ela reencontrou seu pai, Luís Meneghel, com quem não falava havia cinco anos. A partir de janeiro de 1993, foram apresentados apenas os melhores momentos do programa e desenhos animados, de segunda a sexta, às 8h30, e aos sábados, às 9h30.

Quadros, desenhos e personagens:
- Nos primeiros anos do programa, as brincadeiras e gincanas com as crianças e os números musicais apresentados por Xuxa tomavam a maior parte do programa. Diariamente, a apresentadora dava parabéns aos aniversariantes do dia com a música Parabéns da Xuxa (Xuxa e Mauricio Vidal) e fornecia dicas de alimentação saudável para as crianças enquanto tomava seu café da manhã ao som de Quem quer pão (Tuza e J. Corrêa). Ao longo dos anos, o Xou passou a investir em quadros, diversificando as atrações do programa. Em junho de 1989, um quadro marcante foi lançado: o Bobeou dançou, que consistia em uma gincana dirigida aos adolescentes. Exibido no programa de sábado, tinha 20 minutos de duração. Cerca de um mês depois, o quadro passou a ser apresentado como um programa independente, aos domingos, mantendo o nome Bobeou dançou.
- Em 1989, o Xou da Xuxa era formado por oito blocos, somando aproximadamente 80 minutos. Xuxa chegava ao programa, ao som da música Amiguinha Xuxa (Messias Correa e Rogério Endé), em uma nave cor-de-rosa, que também a levava embora. Um sol que balançava o bigode e uma boca no centro do palco eram as grandes atrações cenográficas.
- A partir de 22 de abril de 1991, o Xou da Xuxa ganhou novos quadros e dois repórteres-mirins, Raquel Batista e Caíque Benigno. Entre os quadros de destaque desse período estavam o Nossa gente brasileira, com breves entrevistas com famosos e anônimos que se destacam por suas atitudes, e Papo sério, em que Xuxa entrevistava autoridades e especialistas em diversas áreas. Rosane Collor de Mello e Alceni Guerra foram alguns dos convidados do quadro. Os dois novos repórteres entrevistavam personalidades do meio artístico e esportivo, que eram exibidas ao longo do programa. Além disso, estavam à frente do quadro Xuxa cidade, em que crianças faziam denúncias sobre problemas de suas ruas e bairros. As reclamações eram feitas através de cartas enviadas à produção do programa. Nesse mesmo ano, o Xou da Xuxa passou a ser transmitido para 17 países da América Latina, onde era chamado de El show de Xuxa.
- Em 1992 foram preparadas 40 novas brincadeiras, novos quadros e novos desenhos. Entre os quadros, destaque para Famoso por dois minutos, Histórias de uma infância e O X do problema. O público adolescente também ganhou um espaço maior no programa, por meio das Competições da Xuxa, para crianças a partir de 12 anos, com disputas entre grupos de escolas, condomínios e comunidades. A gravação dessas provas era mensal, contando com 300 pessoas, e eram realizadas no Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Andréa Veiga, a primeira Paquita da Xuxa, era a apresentadora da nova atração. Aos sábados, o Xou da Xuxa abria um espaço para o programa Paradão da Xuxa, com destaques para a música popular, sertaneja, novos cantores e os melhores do mês, com o mesmo cenário utilizado no Paradão da Xuxa especial exibido no ano anterior.
- Vários personagens interpretados por Xuxa permaneceram no ar ao longo da existência do programa. Entre os de maior repercussão estavam Vovuxa, uma simpática velhinha que adorava contar histórias e piadas; Madame Caxuxá, uma astróloga que transmitia mensagens sobre higiene e alimentação como se estivesse lendo o horóscopo do dia; Dra. Boluxa, médica que dava conselhos para as crianças de como agir no dia-a-dia em caso de resfriados e machucados; e Xoxum, sábio chinês que ensinava a transformar jornais e revistas em brinquedos. O Xuxerife também se juntava à turma do Xou da Xuxa para investigar denúncias feitas pelas crianças através de cartas. Entre os desenhos animados de maior destaque exibidos pelo programa ao longo dos anos estavam He-Man, She-Ra, Scooby Doo, Os Flinstones, Thundercats e Caverna do Dragão.

As Paquitas e os assistentes de palco:
- Em 1986, além de Andréa Veiga , Andréa Faria, a Paquita , Xiquita, Louise Wischermann -a Pituxa, em 1987 Ana Paula Guimarães entra para o time das Paquitas, como Pituxa e Catuxa. no mesmo ano, a turma foi novamente ampliada, e Xuxa passou a contar com o trabalho de palco de Xiquitita (Roberta Cipriani), Catuxita (Priscila Miranda Couto), Paquitita (Tatiana Maranhão) . em 88, entra a- Pituxita (Ana Paula Almeida).
- Nos anos seguintes, a equipe de Paquitas sofreu algumas alterações, como a saída de Louise Wischermann e a entrada de Letícia Spiller, em 1989; e a substituição de Andréa Faria por Bianca Rinaldi, em 1990. Nesse mesmo ano, Juliana Baroni também passou a fazer parte do programa como Catuxa.
- Cátia Paganote entrou na equipe em 1989 como Miúxa, e Flávia Fernandes substituiu Tatiana Maranhão em 1990, assumindo o posto de Paquitita.
- A maioria das meninas foi escolhida por meio de testes e concorreu com milhares de garotas do Brasil inteiro, que sonhavam com a oportunidade de trabalhar ao lado de Xuxa.
- Em 1989, foi criada a versão masculina das assistentes de Xuxa – os Paquitos –, formada por Alexandre, Robson, Marcelo Faustini, Gigio, Cláudio Heinrich e Yuri.
- Além das Paquitas e dos Paquitos, do Dengue e do Praga, Xuxa contava também com as Irmãs Metralhas, vividas pelas gêmeas Mariana e Roberta Richard, que ajudavam na coordenação das crianças; com a repórter-mirim Duda Little (Maria Eduarda Esteves e Alves), que, desde o início de 1988, realizava entrevistas para o quadro Jornal da Xuxa com personalidades, como o então governador Moreira Franco e o campeão de Fórmula 1 Ayrton Senna; e com os bonecos Moderninho (Reinaldo Waisman) e Frentinha (Marcelo Ribeiro), que sempre estavam ao lado da apresentadora no momento do sorteio de cartas enviadas pelas crianças.
- Tanto as Paquitas quanto os Paquitos formavam conjuntos musicais e chegaram a lançar discos. Muitas das meninas que foram Paquitas da Xuxa tornaram-se atrizes e entraram para o elenco da emissora, como Letícia Spiller, que interpretou papéis de destaque em novelas como Quatro por quatro (1994), Esplendor (2000) e Duas caras (2007). Entre os Paquitos, Marcelo Faustini e Cláudio Heinrich também despontaram como atores na TV Globo.

Cenários, figurinos e aberturas:
- O primeiro cenário do Xou da Xuxa, em 1986, foi elaborado pelo desenhista Maurício de Sousa – criador da Turma da Mônica – e pelo cenógrafo Reinaldo Waisman. Ele foi concebido de modo que as crianças pudessem brincar livremente por todo o espaço. Assim, cada canto do cenário contava com alguma atração: a cauda de um imenso dragão se transformava em escorregador, a copa de uma árvore servia de telhado para um carrossel e o colo de um mestre cuca funcionava como apoio da gangorra. A idéia era que tudo que estava presente no palco pudesse ser usado pelas crianças durante as brincadeiras. Havia, inclusive, um câmera que, vestido de palhaço, circulava entre as crianças com um equipamento portátil, registrando todos os detalhes e a espontaneidade das brincadeiras. O programa era inteiramente gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro
- Em março de 1987, o cenário do Xou, ainda sob responsabilidade de Maurício de Sousa e Reinaldo Waisman, sofreu sua primeira modificação. Os personagens que faziam parte das histórias contadas por Xuxa, como o cãozinho Xuxo, transformaram-se em escorregadores e balanços. A nave espacial que transportava a apresentadora na abertura e no encerramento do programa também foi modificada.
- Em 1991, o cenário do Xou da Xuxa foi redesenhado por João Cardoso, e mostrava alguns dos mais conhecidos símbolos turísticos do mundo, como o Big Ben, a Torre de Pisa, um moinho holandês ou mesmo o templo de Taj-Mahal. Novos brinquedos também passaram a integrar o espaço, e a nave que trazia e levava Xuxa passou a ter estilo futurista. Na platéia, onde ficavam os responsáveis pelas crianças que participavam do programa, o cenário representava as áreas geladas do mundo, com desenhos de esquimós e pingüins.
- Em abril de 1992, os cenários foram novamente modificados pelo cenógrafo João Cardoso: a nave passou a ter um visual próximo ao universo do videogame, com robôs, túneis, carrinhos e paredes laterais com movimento passando a compor o palco.
- A primeira abertura do programa abordava o universo infantil unindo animação e elementos reais. Xuxa aparecia com uma cartola, de onde saíam diversos brinquedos e objetos, como aviões, pastas de dente, pirulitos e bonecas, que ganhavam vida e se misturavam com as crianças, ao som da música Doce mel (bom estar com você), cantada pela apresentadora. Em 1990, a abertura passou a ser animada, com Xuxa embarcando em sua nave espacial e viajando por diversos lugares do mundo até chegar ao estúdio de seu programa. A música Doce mel (bom estar com você) foi mantida, porém em versão instrumental.
- O figurino da apresentadora, criado por Sandra Bandeira e sua equipe, era uma atração à parte: em cada programa, Xuxa aparecia com um modelo diferente. Em novembro de 1988, cerca de dois anos e meio depois da estréia, Xuxa já havia se vestido de 759 maneiras diferentes. Apesar de estar sempre mudando o visual, a marca registrada de Xuxa eram as minissaias, as botas e as ombreiras.

Edições especiais de aniversário:
- Para as edições de aniversário do Xou da Xuxa, a produção preparava um programa especial. Quando completou um ano, o Xou da Xuxa teve a participação de vários cantores de sucesso.
- Em seu segundo aniversário, a gravação foi feita ao vivo, direto do Teatro Fênix. Naquele momento, junho de 1988, o Xou da Xuxa tinha oito blocos, somando aproximadamente 80 minutos.
- Depois de três anos e dois meses no ar, o Xou da Xuxa atingiu a marca de mil programas no dia 8 de setembro de 1989. Para comemorar a data, foi produzido mais um programa especial. A equipe de produção e criação decidiu convidar para dividir o palco com Xuxa pessoas que tiveram alguma relação com o número mil, como, por exemplo Pelé, que, em 19 de novembro daquele ano, comemorava os 20 anos de seu milésimo gol. Nessa época, o programa era dividido em nove blocos, com cerca de 30 minutos cada – quando eram exibidas brincadeiras, atrações e apresentados os convidados.
- Em 1991, quando o programa completou cinco anos, a preocupação maior foi transmitir mensagens de conscientização ambiental. Entre as participações especiais estavam o cantor e compositor Tom Jobim, as atrizes Marília Pêra, Malu Mader e Cássia Kiss e o escritor Jorge Amado. Todos deram depoimento sobre a apresentadora Xuxa e seu programa. A direção geral continuava com Marlene Mattos, e a coordenação de produção era de Nilton Gouveia.

Os Trapalhões-Origem,Formação e auge de sucesso!!!
















"OS TRAPALHÕES"
Redação: Augusto César Vannuci, Carlos Alberto da Nóbrega, Adriano Stuart e Mário Wilson
Direção: Augusto César Vannucci, Adriano Studart, Osvaldo Loureiro, Gracindo Junior, Paulo Araújo, Walter Lacet, Wilton Franco, José Lavigne, Fernando Gueiros, Maurício Sherman, Paulo Aragão Neto
Período de exibição: 13/03/1977-27/08/1995
Horário: aos domingos, 19h

- Enorme sucesso de audiência da TV Tupi, o quarteto cômico Os Trapalhões – Renato Aragão (Didi), Manfried Santana (Dedé), Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum) e Mauro Gonçalves (Zacarias) – foi contratado pela TV Globo no início de 1977. A programação da Globo para aquele ano só estrearia em março, mas, para marcar a presença dos humoristas no elenco da emissora, dois especiais foram exibidos em janeiro e fevereiro.
- Os especiais – exibidos na Sexta super, faixa de programação noturna que, por conta do horário, era orientada para adultos – apresentavam vários quadros curtos e algumas cenas externas marcados pelo humor típico do grupo, que reunia no mesmo esquete doses de pastelão, nonsense, gags visuais e improvisos.
- Em março, estrearia Os Trapalhões, programa semanal que permaneceu no ar por quase 20 anos.
- Em março de 1977, Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias foram contratados pela TV Globo para levar para a emissora Os Trapalhões, programa de grande sucesso da TV Tupi. Nos 18 anos seguintes, o grupo se afirmaria como um ponto de referência no humor nacional e conquistaria lugar de honra no panteão da televisão brasileira.
- A história dos Trapalhões começou muitos anos antes. Em 1966, Wilton Franco, então um dos diretores da TV Excelsior, teve a idéia de reunir no humorístico Adoráveis trapalhões quatro artistas que aparentemente pouco tinham em comum: Wanderley Cardoso – cantor e galã da Jovem Guarda –, Ted Boy Marino – astro dos programas de telecatch –, Ivon Cury – cantor e ator nas chanchadas da Atlântida – e Renato Aragão, comediante de Sobral, no Ceará, que já começava a chamar a atenção pelos seus trabalhos no cinema e nas emissoras de TV do Rio de Janeiro desde 1964.

Didi
- Renato Aragão era o menos famoso do elenco de Adoráveis trapalhões, mas logo se tornou um dos destaques do programa. Fazia parte da equipe de redatores e roubava as cenas na pele de um cearense ao mesmo tempo simplório e malandro, excêntrico e desastrado, quase um encontro do vagabundo de Chaplin com Oscarito, dois de seus heróis. O tipo, que entraria para o imaginário do telespectador durante décadas era ninguém menos do que Didi Mocó Sonrisélpio Colesterol Novalgino Mufumbo, ou apenas Didi Mocó.
- O personagem havia sido batizado quando Renato Aragão iniciou a carreira, na TV Ceará. Ele conta que sua única inspiração para o nome foi a sonoridade das sílabas repetidas que lhe soavam simples e engraçadas. Já o sobrenome surrealista surgiu tempos depois, durante um esquete apresentado ao vivo no programa A, e, i, o... Urca, na TV Tupi, no Rio de Janeiro. Na cena em questão, Renato Aragão fazia um retirante nordestino que era submetido a uma entrevista de emprego na cidade grande. Durante o esquete, o ator que fazia o papel de entrevistador resolveu perguntar, de improviso, qual era o sobrenome do personagem. Pego de surpresa, o comediante não teve outra alternativa a não ser inventar a coisa mais estapafúrdia que lhe veio à cabeça, brincando com nomes de remédios (Sonrisal e Novalgina), uma espécie de preá (o mocó), um arbusto muito comum no Ceará (o mufumbo) e até um lipídio (o colesterol)! A platéia veio abaixo e o nome pegou. Renato Aragão passou a ser Didi aos olhos do público mesmo fora do vídeo.
- Da mesma forma, várias das expressões sem pé nem cabeça que Didi proferia espontâneamente em Adoráveis trapalhões se tornavam bordões instântaneos adotados prontamente pelo público no dia seguinte. Como o programa era ao vivo, muitos desses bordões eram inventados de improviso, no palco. Um dia, Ivon Cury deixara cair acidentalmente a peruca durante um esquete. Numa mistura de gozação e homenagem ao colega de cena, Didi repetiria anos a fio, pelas várias emissoras de TV por onde passaria, a exclamação “Pelas perucas de Ivon Cury!” toda vez em que quisesse demonstrar espanto diante de uma situação.

Dedé
- Não demorou para que outras emissoras enxergassem em Renato Aragão o responsável principal pelo sucesso de Adoráveis trapalhões e, em 1971, a TV Record o contratou para criar uma atração similar, batizada de Os insociáveis. Seu parceiro dessa vez era Manfried Santana, o Dedé, comediante carioca com quem ele já havia trabalhado em 1965 no programa Didi & Dedé, da TV Excelsior, e no filme Na onda do Iê Iê Iê, dirigido por Aurélio Teixeira.
- Nascido em Niterói, filho de artistas de circo e criado no picadeiro, Dedé era ótimo nas cenas que exigiam feitos acrobáticos, bastante recorrentes nos esquetes do programa que incorporavam muitos elementos circenses e da comédia pastelão. Como personagem, ele personificava o amigo boa-pinta e autoconfiante, que se achava muito mais bonito e inteligente do que realmente era. Uma espécie de “galã ridículo”, como o próprio se denominava. Era o contraponto perfeito ao estilo falso ingênuo de Didi e o que os humoristas chamam de “escada”, aquele que prepara a piada para o colega de cena.

Mussum
- Os insociáveis teria uma hora de duração e Renato Aragão achava que apenas sua dupla com Dedé não teria fôlego para segurar um programa inteiro. Eles precisavam se tornar um trio. Assistindo a um quadro de um programa de Chico Anysio que contava com a participação do grupo Originais do Samba, o comediante havia ficado impressionado com um dos integrantes, um negro de cabeça raspada que tocava reco-reco e que ele definiu como sendo “alegria viva”. Foi assim que Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, foi convidado para se juntar ao grupo.
- Mussum era o malandro do grupo. Um carioca nascido no morro da Mangueira, orgulhoso de ser negro e doido por cachaça, que chamava singelamente de “mé”.
- Ainda nos tempos dos Originais do Samba, ele havia participado do programa de humor Bairro feliz, da TV Globo, em 1965. Na época, ainda servia ao Exército e tinha que se apresentar escondido para não ser reconhecido pelos superiores que não aprovavam sua carreira de comediante. Foi no Bairro feliz que ganhou de Grande Otelo o apelido de “mussum” – um peixe preto, sem escamas –, porque se apresentava sempre barbeado e com a cabeça raspada.
- Em 1967, Mussum foi um dos alunos da Escolinha do professor Raimundo, na época exibida pela TV Tupi. Foi lá que criou, aconselhado pelo redator Roberto Silveira, o jeito de falar que se tornaria sua marca-registrada ao a pronunciar todas as palavras com a sílaba “is” no final, dizendo coisas como “Portuguesis” ou “Aritmetiquis”.

Zacarias
- Em 1973, os três humoristas foram contratados pela TV Tupi para estrear um programa com três horas de duração, que teria o mesmo nome com o qual passaram a se apresentar: Os Trapalhões. Programa novo, nova identidade. Renato Aragão decidiu que novamente era a hora de convocar um novo integrante. Convidou, então, um comediante da própria TV Tupi que interpretava um garçom meio caipira no humorístico Café sem concerto: o mineiro Mauro Gonçalves. Batizado de Zacarias em homenagem a um galo com quem Renato Aragão havia “contracenado” no passado, ele encarnava um personagem meigo e matuto, com uma voz infantilizada que fazia sucesso entre as crianças.
- Zacarias era careca e usava uma peruca em cena. Uma das gracinhas favoritas dos outros Trapalhões era arrancá-la sem aviso durante o programa.
- Formado a partir desse perfil – um nordestino que driblava as dificuldades com sagacidade, um galã de periferia, um malandro do morro e um mineiro matuto –, Os Trapalhões começaram a misturar no seu programa esquetes de humor, números musicais, entrevistas e tudo o mais que lhes dessem na cabeça.
- Inicialmente, Os Trapalhões foi mal recebido pela crítica, que classificou seu humor como pueril e rasteiro, mas o programa fez um sucesso de público incontestável.

Estréia na TV Globo
- Em 1977, o Diretor de operações da TV Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, convidou os Trapalhões para levar seu programa para a emissora. Renato Aragão conta que temia aceitar a proposta. Afinal, na Tupi, ele tinha toda a liberdade para ser irreverente o quanto quisesse. A Globo era conhecida pelo seu famoso padrão de qualidade, e o humorista não tinha certeza se os Trapalhões se encaixariam nele. Para não ter que recusar formalmente a proposta, ele chegou a fazer uma lista de exigências de três páginas na qual determinava quais seriam o diretor, redator e o horário do programa. Para sua surpresa, Boni aceitou sem questionamentos as exigências. Os Trapalhões mudaram, então, de emissora.
- Depois de dois especiais exibidos dentro da faixa de programação Sexta super, às 21h, em janeiro e fevereiro, Os Trapalhões estreou em março de 1977, aos domingos, antes do Fantástico.
- O programa apresentava uma sucessão de esquetes entremeados com números musicais, exibidos sem aparente conexão, exceto a presença dos próprios Trapalhões. Um quadro mais longo, cheio de ação e diálogos, podia ser seguido por uma sucessão de gags visuais curtas e um quadro fixo como o Trapaswat, uma paródia do seriado americano SWAT.
- O diretor Augusto César Vannucci citava as chanchadas e a comédia pastelão como principais referências, mas não havia um formato pré-estabelecido. Segundo Renato Aragão, qualquer idéia podia virar um esquete a qualquer momento. Ele conta que, certa vez, a caminho do estúdio, ouviu no rádio a canção Teresinha, de Chico Buarque. Achou que a letra – a história de vários amores do ponto-de-vista de uma mulher – daria um quadro para Os Trapalhões. Ao chegar ao Teatro Fênix, onde era gravado o programa, escreveu ele próprio o esquete e, no mesmo dia, gravou uma espécie de videoclipe satírico no qual o quarteto interpretava os personagens da música.
- Foi a primeira de uma série de paródias de musicais que marcaram o humorístico. Os Trapalhões também costumavam participar dos números dos cantores convidados. Quando Ney Matogrosso foi ao programa, Didi estava trajando figurinos e maquiagem idênticos aos dele, por exemplo. Situação parecida aconteceu em outras ocasiões com outros artistas, como Elba Ramalho e Tony Tornado. o progama ganhou 2 novos quadros:Torneio Luvas de Ouro- que tinha como competidores a lutar:Didi e Dedé, e os seus treinadores eram:Ted Boy Marino,Mussum e Zacarias.
Outro quadro que obteve sucesso, foi:Bar dos Trapalhões, onde o quarteto de garçom e Zacarias como patrão, se metia nas maiores encrencas.

15 anos dos Trapalhões
- Em 1981, Os Trapalhões reestreou sob a direção de Adriano Stuart, que fazia parte da equipe de criação do programa desde o início. O humor direto, muito visual, cheio de improvisos e com forte apelo ao público infanto-juvenil permanecia inalterado.
- Além da liderança em audiência, o quarteto, ainda mais famoso depois de ter feito grande sucesso com seus filmes no Festival de Berlim, tinha também agora o respeito dos críticos e intelectuais.
- Foi nesse contexto de ampla aceitação que o grupo comemorou 15 anos de existência, com o especial Os Trapalhões – 15 anos, exibido em julho de 1981, no primeiro domingo do mês, durante oito horas, com a participação de quase todo o elenco da TV Globo, jornalistas e músicos convidados. O especial também serviu para divulgar a campanha em favor dos portadores de deficiência visual, promovendo a doação de córneas e de bolsas de emprego em todo o país.

Platéia
- Os Trapalhões passou a contar com uma platéia presente às gravações no Teatro Fênix, a partir de 1982, quando o programa era dirigido por Oswaldo Loureiro. Os esquetes eram encenados como se fosse um programa ao vivo, com o mínimo de pausa para a mudança de cenários e figurinos.
- As constantes improvisações do grupo se tornaram ainda mais freqüentes diante de um público que parecia adorar o espírito anárquico dos comediantes. Mais tarde, os “cacos” que resultavam em erros e forçavam a equipe a ter que refazer as cenas – em boa parte das vezes porque o elenco se perdia em gargalhadas descontroladas – passaram a ser exibidos em edições especiais do programa no final do ano, tamanho sucesso faziam aos olhos da platéia.
- Em 1983, o programa passou a ser dirigido por Gracindo Júnior e redigido por Carlos Alberto da Nóbrega. Gracindo Jr. imprimiu um formato diferente a cada semana, sem fugir do humor característico dos Trapalhões. Assim, em um domingo o programa podia adaptar comédias teatrais; em outro, se transformar num show circense e, no seguinte, apresentar os tradicionais esquetes isolados.

Férias conjugais
- O programa passou por um período delicado quando os Trapalhões decidiram se separar. Dedé, Mussum e Zacarias romperam com a Renato Aragão Produções, empresa que cuidava dos negócios do grupo, formaram sua própria empresa e optaram por seguir sozinhos na carreira cinematográfica e deixar o programa. A separação durou cerca de seis meses, período em que Renato Aragão estrelou sozinho o programa. No final de 1983, por iniciativa própria, os humoristas decidiram voltar com o quarteto.
- Depois do período de afastamento, que Renato Aragão passou a chamar de “férias conjugais”, os Trapalhões voltaram em grande estilo em março de 1984, num programa que contou com a participação de Chico Anysio. Em um cenário todo branco, exceto por alguns esparsos elementos de cena – uma árvore e alguns soldadinhos de chumbo, vivamente coloridos –, o comediante contou a história dos Trapalhões para uma pequena platéia formada por Simony, a apresentadora da Turma do Balão Mágico; Isabela Bicalho, a Narizinho do Sítio do picapau amarelo; e Gabriela Bicalho, atriz mirim do elenco da novela Champagne. Ilustrando a fala de Chico Anysio, imagens de arquivo relembraram o início da carreira do grupo, seus sucessos no cinema e momentos marcantes na televisão. Em seguida, Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias entraram em cena, trajando smokings e, emocionados, se reapresentaram para o seu público.

Os Trapalhões nas ruas
- Em 1984, Os Trapalhões passou a ser dirigido por Paulo Araújo. Na equipe de redação estavam, além do próprio Renato Aragão, Carlos Alberto de Nóbrega, Emanuel Rodrigues, Expedito Faggioni, Arnaud Rodrigues, Humberto Ribeiro, Mário Alimari, Nelson Batinga e Bráulio Tavares. O número de quadros do programa aumentou consideravelmente – agora eram cerca de 20 por semana – assim como as cenas externas. Um dos quadros, Jabgnum – sátira ao seriado policial Magnum, exibido pela TV Globo – tinha várias sequências em que Didi corria pelas ruas do Rio de Janeiro envergando camisa havaiana e bigode iguais aos de Tom Selleck, astro do seriado.
- Em 1985, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias foram gravar nos Estados Unidos uma série de 14 episódios que foi exibida a partir de abril, no bloco final do programa. A série mostrava os Trapalhões envolvidos em confusões e perseguições pelas ruas de Los Angeles.

Novas mudanças
- Os Trapalhões passou por uma reformulação em março de 1986, quando Walter Lacet assumiu a direção do programa. A principal novidade foi a criação de quadros dirigidos especificamente para crianças. Embora fosse um humorístico bastante abrangente, o programa sempre teve grande apelo junto ao público infantil, com uso freqüente de efeitos especiais. Renato Aragão classifica seu humor como primordialmente simples e de fácil assimilação. Outra mudança foi a diminuição do número de esquetes independentes em favor de quadros que reuniam Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Atores do elenco da TV Globo que, em geral não costumavam aparecer em humorísticos, foram convidados especiais do programa. Em agosto, Carlos Manga assumiu a direção. O número de gravações externas aumentou e os esquetes, agora mais curtos e rápidos, passaram a ser interligados. Dedé Santana passou a ser também co-diretor.
- A equipe de redação nessa época contava com Geraldo Alves, Gugu Olimecha, Expedito Faggioni, Humberto Ribeiro, Emanoel Rodrigues, Renato Aragão e Celso Magno, o baiaco, que era também o dublê de Renato Aragão nas cenas perigosas. Carlos Alberto da Nóbrega e Roberto Silveira assinavam a redação final.

20 anos dos Trapalhões
- No dia 28 de dezembro de 1986, os Trapalhões comemoraram 20 anos de carreira com um programa especial dedicado à Campanha do Menor Carente, que marcava o início de uma série de campanhas que levaria ao ar pela TV Globo no decorrer do ano seguinte. Transmitido ao vivo do Teatro Fênix, 20 Anos Trapalhões – Criança Esperança foi ao ar às 11 da manhã e se estendeu por nove horas. Em cada um dos seus 28 blocos, fazia-se um balanço das doações da campanha e eram exibidas vinhetas sobre os direitos das crianças, entrevistas com convidados e documentários sobre experiências de apoio e recuperação de menores de rua. A partir de então, a TV Globo passou a exibir anualmente o especial Criança esperança.
- Maurício Tavares assumiu a direção de Os Trapalhões em 1987, inaugurando um período rico em humorísticos-musicais, com a participação de cantores convidados.
- Em 1988, a base do programa, agora sob a direção geral de Wilton Franco, passou a ser o espetáculo ao vivo, transmitido do Teatro Fênix, com ampla participação do auditório. Em estúdio eram gravados apenas os quadros que necessitavam de efeitos especiais. O público infantil passou a receber mais atenção e foram criadas mais atrações voltadas especificamente para crianças. Os redatores do programa nesse ano eram Emanoel Rodrigues, Gilberto Fernandes, Gilberto Garcai, Humberto Ribeiro, Lipe, Mauro Wilson, Paulo de Andrade e Sérgio Valezim. A redação final era de Wilton Franco e Renato Aragão. nesse ano o novo quadro fixo:Quartel Trapalhão, foi criado e tornou-se sucesso. os saldados era o quarteto,além de atores que participava e provocava, o careca,obeso e calvo-Sgt Pincel, interpretado por:Roberto Guilherme

Morte de Zacarias
- No dia 18 de março de 1990, Zacarias morreu, vítima de embolia pulmonar. Segundo Renato Aragão, o impacto da morte do companheiro por pouco não representou o fim do grupo. Ele conta que, uma vez decidido que eles continuariam a trabalhar como forma de homenagear a memória de Zacarias, a estrutura de Os Trapalhões precisou ser reinventada de forma a suprir a ausência do amigo.
- De fato, o programa que foi ao ar naquele ano, com direção de Wilton Franco e supervisão de criação de Chico Anysio, trouxe mudanças significativas.O humorístico passou a ser dividido em duas partes. A primeira apresentava shows musicais e esquetes de humor em que Didi, Dedé e Mussum contracenavam com vários comediantes convidados, como Jorge Lafond e Tião Macalé.

- A segunda parte trazia sempre uma aventura passada no Trapa Hotel. Um estabelecimento meio decadente que tenta a todo custo se manter apesar das confusões do gerente Didi; do secretário de esportes e lazer Dedé e do segurança Mussum. Criado pela cenógrafa Leila Moreira, o cenário do Trapa Hotel – construído no Teatro Fênix – tinha dois andares, elevador panorâmico e porta de entrada giratória.
- O Trapa Hotel continuou a ser exibido em 1991, mas a primeira parte do programa sofreu mudanças. O palco do Teatro Fênix se transformou em um bairro típico de uma grande metrópole, com prédios altos, letreiros em néon, becos escuros, carros passando e muita fumaça. Nesse cenário, cantores convidados se apresentavam e novos quadros fixos – como a Oficina dos picaretas e O filho do computador – e eram encenados esquetes com alguns personagens que haviam aparecido no ano anterior, como o anão Ananias, feito por Renato Aragão. A redação final do programa ficava a cargo de Renato Aragão e do diretor Wilton Franco. Chico Anysio continuava supervisor de criação.

25 anos dos Trapalhões
- Em julho, para celebrar os 25 anos dos Trapalhões, a TV Globo apresentou uma programação especial, com 25 horas de duração, durante a qual foram lançadas campanhas de conscientização sobre os direitos da criança, com arrecadação de donativos para as obras do Unicef. As comemorações tiveram início no sábado, dia 27, a partir de uma matéria do Jornal Nacional, seguida de flashes ao vivo do Teatro Fênix.
- No dia 28, a programação teve início às 7 horas com a missa celebrada ao vivo pelo cardeal D. Eugênio Salles e terminou no fim da noite, no Teatro Fênix, com a despedida e o agradecimento dos Trapalhões ao público. Os Trapalhões – 25 Anos teve direção geral de Aloysio Legey e Walter Lacet e direção de Maurício Sherman e Wilton Franco.

Vila vintém e Agência Trapatudo
- Em 1992, Os Trapalhões estreou o quadro Vila vintém, que trazia sempre histórias completas ambientadas num bairro do subúrbio. O primeiro episódio, A garota, era uma homenagem aos filmes de Charles Chaplin escrita por Mauro Wilson e Paulo de Andrade. Renato Aragão fazia o papel de Bonga, um vagabundo de rua que acolhia a menina Tininha (Alessandra Aguiar), fugitiva do orfanato. Dedé era o dono de uma oficina no bairro e Mussum, o mordomo de uma casa rica.
- Outro quadro desse período foi Agência Trapatudo, uma agência de talentos dirigida pelos Trapalhões, com a participação de artistas convidados que davam entrevistas e faziam shows. No encerramento do programa, os Trapalhões entregavam o prêmio Irmã Dulce a pessoas que se dedicavam a obras de atendimento a crianças carentes.

Inovações
- Com a missão de renovar a linguagem de Os Trapalhões, José Lavigne assumiu a direção em 1993 e promoveu modificações radicais no programa. A platéia foi abolida e os esquetes deixaram de ser pontuados pelas risadas da claque. A primeira parte do programa trazia esquetes variados em que Didi, Dedé e Mussum contracenavam com o elenco do ano anterior. Alguns desses esquetes eram fixos, como Os piratas, em que os Trapalhões, caracterizados como os próprios piratas, apareciam nas situações mais inusitadas. A locução que anunciava o nome do quadro – “Os piratas!”, em tom ameaçador – acabou se tornando num bordão que Didi repetia em outros quadros sem motivo aparente.

- A segunda parte do programa, em 1993 era dedicada à comédia Nos cafundós do brejo, escrita pelos humoristas do Casseta & Planeta e pelo dramaturgo Carlos Lombardi. Com uma linguagem entre o sitcom e as histórias em quadrinhos, o quadro mostrava o cotidiano de Zé do Brejo, personagem de Renato Aragão, e sua vida numa fazenda caindo aos pedaços. No elenco também estavam Alessandra Aguiar, Sérgio Mamberti, Chico Diaz, Letícia Spiller e Roberto Bomtempo.

Morte de Mussum
- Em 29 de julho de 1994, quando Mussum morreu, em decorrência de problemas no coração, Renato Aragão conta que achou que sua carreira havia chegado ao fim. Depois de prosseguir durante um tempo, o humorista decidiu parar de gravar o programa.
nesse ano, no mês de , o programa deixou de gravar quadros,para exibir apenas reprises. aquela altura, mais de 100.000.000 "milhões" de quadros, havia sido gravado. as reprises continuou até a reestréia do programa em 1995. diversos quadros esquetes e longos, continham vinhetas animadas com os rostos de: Didi, Dedé e Mussum. em principal as reprises.
- Versões compactas de 25 minutos com os melhores momentos de Os Trapalhões desde a estréia em 1977 passaram a ser exibidos de segunda à sexta, às 17h. A direção era de Fernando Gueiros, com supervisão geral de Maurício Sherman.
- Os Trapalhões só voltou ao ar em 1995, exibido nas tardes de domingo e dirigido por Paulo Aragão Neto, filho de Renato Aragão. Nessa fase, as reprises dos melhores momentos continuaram a ser apresentadas no programa.
- Em um cenário idealizado por Leila Moreira – um palco fixo de 360°, cercado pela platéia e com um fundo composto por um telão com nove telas planas e mais 25 monitores, que faziam uma moldura em torno das telas –, Didi e Dedé organizavam brincadeiras com a platéia e recebiam artistas convidados, com quem comentavam os esquetes e relembravam suas participações no programa.
- A função de recepcionar os convidados também cabia às Didicas, duas assistentes de palco vividas por Terezinha Elisa e Roberto Guilherme. As Didicas também participavam das gags com os Trapalhões e apresentavam coreografias entre um quadro e outro. O figurino da dupla era temático, idealizado por Lulu Areal de acordo com os convidados do programa. Já Renato Aragão e Dedé Santana trajavam um figurino sóbrio, diferente de todos os que já usaram no programa. No encerramento, manteve-se a tradição de se mencionar as campanhas do Unicef em prol das crianças carentes.
- Em julho, o programa estreou o quadro Plantão Trapalhão, no qual Alessandra Aguiar apresentava entrevistas curtas feitas com personalidades, transmitidas através do telão, e contracenava com Renato Aragão no palco. Em agosto, o programa ainda apresentou novas mudanças: Didi e Dedé estrelavam versões bem-humoradas de clássicos infantis e esquetes com a participação de humoristas como Tom Cavalcante e Eliezer Motta, entre outros. Mas nesse mesmo mês, Os Trapalhões deixou de ser transmitido.
- Ao longo de todos esses anos, fizeram parte do elenco de Os Trapalhões, entre muitos outros: Álvaro Aguiar, Andréa Faria, Angelito Mello, Augusto Olímpio, Aurimar Rocha, Bia Seidl, Carlos Eduardo Dolabella, Carlos Kurt, Carlos Leite, Catalano, Catita Soares, Cláudio Lisboa, Colé, Conrado, Darcy de Souza, Dary Reis, Dayse Benvolff, Denny Perrier, Dilma Lóes, Dino Santana, Duda Little, Eduardo Conde, Eliana Ovalle, Érica Nunes, Esmeralda Barros, Felipe Levy, Fernando Multedo, Fernando Reski, Glória Costa, Gilliane, Humberto Freddy, Iran Lima, Isaac Bardavid, Jandir Motta, Jece Valadão, Jorge Cherques, Jorge Lafond, Lady Francisco, Lúcio Mauro, Luiz Armando Queiróz, Manoel Vieira Marcelo Barauna, Mariette, Marilu Bueno, Marli Mendes, Marta Bianchi, Marta Pietro, Maurício do Valle, Monique Evans, Nelson Caruso, Olney Cazarré, Osmar Prado, Paulo Figueiredo, Paulo Nolasco, Paulo Rodrigues, Pepita Rodrigues, Roberto Guilherme, Roberto Lee, Rossane Campos, Sandoval Motta, Sandra Barsotti, Selma Lopes, Silvia Massari, Silvino Neto, Sônia Maria, Ted Boy Marino, Terezinha Elisa, Tião Macalé, Waldemar Rocha, Walter Stuart e Wanderley Cardoso.

Produção
- A abertura original de Os Trapalhões foi concebida por Hans Donner em 1977. Era um desenho animado que mostrava Didi, Dedé, Mussum e Zacarias numa seqüência de situações absurdas. Entre outras aventuras, os quatro escapavam de ser atropelados por uma locomotiva, fugiam da perseguição de um tubarão, atravessavam o sertão vestidos como cangaceiros e subiam à bordo de um navio pirata no qual Didi aparecia como capitão, usando uma perna-de-pau. Tudo isso ao som do tema instrumental que acompanharia o grupo ao longo dos anos, composto pelo diretor musical do programa José Menezes França.
- O programa ganhou nova abertura de Hans Donner em 1987. Dessa vez, os quatro comediantes gravaram todas as cenas em película, como se estivessem contracenando com outros atores. Depois, suas imagens foram coloridas por computador e foram inseridos desenhos animados. Como na primeira abertura, os Trapalhões eram mostrados em diversas situações cômicas, mas, dessa vez, os traços realistas ressaltavam o absurdo das gags: Dedé era um frentista de posto de gasolina que, distraído com a passagem de uma mulher de biquini, quase afogava um cliente com combustível; Mussum era um pescador que secava um rio quando acidentalmente arrancava a tampa de um ralo imaginário gigante; Zacarias era um caçador embrenhado na mata que levava um ovo na cara quando tentava atirar num passarinho; e Didi, um presidiário que fazia embaixadas com a bola de ferro presa ao seu tornozelo, dava um belo chute de bicicleta e era catapultado para fora dos muros da prisão. Renato Aragão lembra que teve que repetir a cena da bicicleta diversas vezes, sem dublê, até que o diretor se desse por satisfeito com o resultado.
Para começar, pela primeira vez, desde a estréia, os humoristas não apareciam na vinheta de abertura. Dessa vez, uma animação mostrava as letras da logomarca do programa executando um balé no vídeo até que, por fim, se uniam para formar as palavras “Os Trapalhões”. em 1992 eles três voltaram com uma nova abertura:Mussum-o guarda de trânsito atrapalhado,Dedé um tocador de flauta ilusionista e Didi um domador de elefante.
Em 1993, uma última abertura foi criada por:Hans Donner, dessa vez, os três protagoniva-se como marionetes manipulado pelos própios.
Em 31 de Julho de 1994, com a morte de Mussum, foi entitulado como "os melhores momentos de todos os tempos"... a abertura ficou similar com a anterior, e contava com diversas montagens de todas as aberturas.


Curiosidades
- Os Trapalhões trouxeram para a TV Globo sua marca-registrada: o hábito de improvisar em cena e inserir cacos no texto com o único objetivo de fazer o público rir, sem a preocupação de respeitar normas cênicas convencionais. Assim, era comum que Didi levantasse a grama cenográfica para esconder uma chave, chutasse rochedos feitos de isopor para o alto, atravessasse paredes falsas ou denunciasse a ironia de estar fingindo se afogar em um mar feito de celofane. Também era freqüente que os colegas de cena explodissem em gargalhadas no meio das falas e, em seguida, voltassem normalmente ao script.
- Para Renato Aragão, a improvisação foi um recurso tão vital para o humor do programa quanto o texto. Ele conta que, no início, chegou a ser advertido por meio de memorandos de que seus cacos ameaçavam “desmistificar a televisão”. Boni, no entanto, tratou de dar aos comediantes carta branca para que fizessem o que bem entendessem.
- Renato Aragão criava bordões com extrema facilidade usando expressões já existentes ou simplesmente inventando coisas como “audácia da pilombeta!”. Vários bordões de Didi foram incorporados pelo público e expressões como “é fria!” (encrenca); “bufunfa” (dinheiro), “poupança” (traseiro), “tesouro” ou “bicho bom” (mulher bonita) se tornaram gírias que são repetidas desde então. Didi também se comunicava diretamente com o telespectador do programa chamando-o de “da poltrona” ou simplesmente de “psit”.
- Renato Aragão criou ainda gestos que se pode chamar, com alguma liberdade poética, de “bordões visuais”, como o de passar a mão sobre a boca e depois estalar os dedos no ar, como quem recolhe um beijo e o sapeca no espaço. Um gesto positivo, de confiança dirigido à câmera e, portanto, ao telespectador, que sintetizava o que outro dos bordões de Didi dizia em três palavras: “aguarde e confie”.
- Mussum também eternizou outro bordão famoso de Os Trapalhões. Ele usava a palavra inglesa “forever” – que significa “para sempre” em português – para designar várias coisas, em especial o traseiro. Pronunciada à sua maneira peculiar, a palavra se tornava “forévis”.
- Depois do fim de Os Trapalhões, Renato Aragão voltou à televisão em 1997 como protagonista da série infantil Renato Aragão especial, no qual Didi protagonizava histórias inspiradas em clássicos da literatura mundial. No ano seguinte, o humorista passaria a estrelar A turma do Didi.
- Os Trapalhões foi reprisado diversas vezes na programação da TV Globo como, por exemplo, substituindo a novelinha Caça talentos exibida dentro do programa Angel mix da apresentadora Angélica, em 1999.
- O programa foi vendido para países como Angola, Canadá, Estados Unidos e Portugal, sendo que, neste último, foi apresentado, em 1995, pela emissora local Sociedade Independente de Comunicação (SIC), uma versão portuguesa de Os Trapalhões encenada por Renato Aragão, Dedé Santana e Roberto Guilherme, além de um elenco de atores portugueses.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tatiana Maranhão-Eterna Paquitita



Tatiana Lopes de Albuquerque Maranhão (9 de maio de 1977) é uma jornalista brasileira. Trabalha como assessora de imprensa da apresentadora Xuxa[1].

Começou sua carreira em 31 de Dezembro de 1987 como a Paquita "Paquitita Loira" no Xou da Xuxa, função que exerceu até Novembro de 1990, quando deixou o programa. Antes de usar o uniforme azul, passou a frequentar as gravações do programa,com roupas própias e algumas da grife:"Bicho Comeu"por:2 meses. Tatiana entrou ao lado, da amiga e ex-Paquita:Priscilla Couto Miranda, descendo as 2 da nave,coroadas por:Andréa Veiga(Paquita Paca) e Ana Paula da Cunha Guimarães(Catuxa), numa exibição especial de fim de ano do programa. Tatiana foi chamada para participar, do teste de paquita em:Novembro de 1987, por:Marlene Mattos(produtora e diretora). foi em uma das gravações do programa que contou, com a participação especial do grupo:"Afrodite "- sucesso por mais de 1 década. uma das integrantes desse grupo era a irmã de Tatiana, Patricia Maranhão, que ao lado de mais 2 integrantes era um sucesso, se apresentando em diversos programas de auditório. Quando o grupo se apresentou no Xou da Xuxa, Marlene viu que Tatiana enpougou-se, dançando muito e decidiu chama-la, para fazer os testes, pois naquela epóca já tinham as Paquitas mais velhas, a única menor era:Roberta Cipriani(Xiquitita). as mais novas irião substituir as mais velhas, em qualquer ocasião. le fez testes ao lado de várias meninas, entre elas as Paquitas:Priscilla Couto Miranda(Catuxita Top Model) e Anna Paula Martins de Almeida(Pituxita Bonequinha). Tatiana e Priscila, ficaram no final dos testes. mais as duas arrazaram e acabaram entrando juntas.

Fazendo parte de uma fase em que as Paquitas já não exerciam simplesmente a função de ajudantes de palco, Tatiana participou de vários projetos envolvendo o grupo. Gravou o primeiro album do grupo Paquitas ,lançado em:26 de Agosto de 1989, solando nas músicas Playback e Um ano sem você. Pouco antes de sair do grupo, ainda pôde participar dos filmes Lua de Cristal e Sonho de Verão.

Tatiana sempre se destacou pela sua voz, sendo consideradas uma das melhores cantoras a ter feito parte do grupo das Paquitas. Em (1993), quando já não era mais paquita, cantou 10 Segredos de Felicidade, música que fez parte do álbum "Babymania", lançado para aproveitar o sucesso da série Família Dinossauro, e Priscilla aonde esta você?, tema da personagem Priscila do programa infantil TV Colosso, entre outras músicas.

Atualmente trabalha como Assessora de Imprensa da apresentadora Xuxa e tem uma pousada no Rio de Janeiro.


Na Televisão


No Cinema


Discografia


Curiosidades

  • Tatiana Maranhão tem um filho chamado Pepê.
  • Era morena e pintou o cabelo de loiro quando era paquita, ao sair do grupo pintou de castanho de novo, depois pintou de louro e manteve ate o mês de março de 2007 sendo atualmente ruiva[carece de fontes?].

Tatiana foi a Paquitita Loura, paquita do programa atualmente extinto Xou da Xuxa. Cantou músicas como: "Um Ano sem Você", "Playback"e "Oh! Lua" e participou de músicas como "Fada Madrinha(É tao bom)",Bate na Madeira","Sorvetão","Broto Legal" e "Alegres Paquitas". Seu apelido se deu por ela ter os cabelos castanhos escuros e os pintar de loiros.

Foi uma das paquitas que ficou menos tempo no grupo, ficando somente dois anos e 11 meses, e deixando um enorme buraco no coração dos fãs da Paquitita (nome original Tatiana Maranhão). Em seu lugar entrou Flávia Fernandes a Paquitita Pluft que também fez muito sucesso e ficou pouco tempo no grupo.